MÍDIA, TV E ENTRETENIMENTO: A FÁBRICA DE TEMAS**
MÍDIA, TV E ENTRETENIMENTO: A FÁBRICA DE TEMAS**
Durante 70 anos, a mídia italiana não se limitou a "informar": ela capacitou.
Jornais, televisão, rádio, ficção, reality shows, talk shows… um imenso aparato cultural concebido para moldar o que pensamos, o que desejamos, o que tememos.
O objetivo não era relatar o mundo. Era construí-lo.
TELEVISÃO: O PÚLPITO DO REGIME BRANCO
A televisão tem sido o púlpito perfeito para o Estado Profundo italiano.
Ficção sentimental, programas de entrevistas com gritaria, comentaristas idênticos, reality shows cada vez mais degradantes… tudo construído com um propósito específico:
- entorpecer o intelecto
- Emocionar em vez de fazer as pessoas pensarem.
- para normalizar o pior
- transformar o público em espectadores passivos
E o veneno mais sutil era precisamente este: tudo parecia normal.
REALITY SHOWS: laboratórios sociais disfarçados de entretenimento.
O exemplo mais flagrante? Big Brother.
Não foi apenas "um escândalo". Foi um golpe duro para todo o sistema televisivo.
Durante anos, por trás da cortina, existia todo um mundo composto por:
- salas fechadas
- compromissos tácitos
- promessas de visibilidade usadas como alavanca
- relações de poder esmagadoras
- dignidade usada como moeda de troca
Um ecossistema onde quem está no poder decide quem entra, quem sai, quem "trabalha". E aqueles que sonham com a fama aprendem rapidamente as regras não escritas.
O colapso do Big Brother não foi um acidente midiático. Foi um sinal de que o encanto havia sido quebrado. O público começou a enxergar a máquina, e não mais o truque encenado.
Uma televisão construída sobre a humilhação e o controle perde seu poder no momento em que as pessoas abrem os olhos.
FICÇÃO E TALENTO: A FÁBRICA DA FALSA REALIDADE.
Ficção italiana? Manuais de domesticação emocional.
Shows de talentos? Vitrines para identidades pré-fabricadas, perfeitas para promover modelos culturais que servem ao Sistema.
As histórias não tinham a intenção de falar sobre a vida: elas tinham a intenção de ensinar como viver.
MÚSICA E FESTIVAIS: LITURGIA POP (COM SÍMBOLOS ASSOCIADOS)
Sanremo, Eurovision, X Factor… foram apresentados como “festivais de música”. Na realidade, eram rituais estéticos da agenda cultural.
Símbolos recorrentes? Muitos deles.
Olhos que tudo veem,
triângulos e geometrias "aleatórias",
poses iniciáticas
, iconografia maçônica à vista de todos.
E tudo explicado com: "É só paisagem, vamos lá!"
Claro. Durante décadas, os festivais não celebraram a música, mas sim uma engenharia cultural disfarçada de entretenimento.
HOLLYWOOD, NETFLIX E CIA. – A FÁBRICA DE NARRATIVAS
Todo ano, o filme ou série perfeita era lançada para impulsionar:
- um conflito
- um medo
- uma minoria a ser usada como arma cultural
- um modelo social padronizado
- um novo tabu ou uma nova obrigação moral
Entretenimento? Não. Programação emocional em massa.
O GRANDE DESPERTAR: O FEITIÇO FOI QUEBRADO.
A verdade é que o Estado Profundo italiano tinha seu maior domínio aqui: na mídia. Controlar o que as pessoas veem e ouvem significa moldar o que elas pensam.
Mas algo mudou.
Hoje:
- As classificações de audiência da TV estão despencando.
- Os jovens nem sabem o que é televisão.
- Ninguém mais compra jornais
- estão surgindo distorções
- Escândalos não podem mais ser escondidos.
- O público consegue sentir o cheiro de algo podre.
O controle está diminuindo. A máquina já não hipnotiza como antes. As pessoas estão aprendendo a olhar para os bastidores, não para o palco.
E quando um povo para de aceitar que lhe digam a realidade… ele começa a construí-la por si mesmo.
