Internet corporal
O transmissor e as estações de retransmissão cooperam para melhorar a comunicação sem fio com o receptor externo, tornando os sinais muito mais claros.
Comprimidos eletrônicos
Exames médicos para avaliar doenças estomacais são desconfortáveis para os pacientes, para dizer o mínimo, já que as técnicas de diagnóstico mais precisas dependem de técnicas invasivas ou mesmo de pequenos procedimentos cirúrgicos.
Uma possível solução para isso emergiu com os dispositivos médicos ingeríveis, ou comprimidos eletrônicos: Um procedimento como a endoscopia é substituído por uma câmera do tamanho de uma pílula, que é ingerida e transmite dados sobre a saúde do paciente enquanto percorre todo o seu corpo.
Começou bem, mas logo se viu que a composição do corpo humano impõe mais restrições do que se previu inicialmente. Os sinais sem fio das câmeras são compostos por muitas frequências, cada uma das quais é absorvida, dispersa e distorcida de maneira diferente conforme passa por detrás dos músculos, da gordura ou dos ossos. Como resultado, os sinais chegam desalinhados ou com intensidade desigual, gerando imagens aquém do desejável.
Takumi Kobayashi e colegas da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, constataram então que era preciso otimizar a transmissão de sinal separadamente para cada frequência, o que é impraticável de se fazer usando um único comprimido eletrônico - um único transmissor.
A equipe então avançou rumo a um conceito ainda pouco desenvolvido, a chamada "rede corporal", que alguns mais visionários já visualizam como uma futura "internet do corpo".
Deu certo: Múltiplos dispositivos ingeríveis coordenam seus sinais usando comunicação de banda ultralarga (UWB), dando um salto qualitativo nos exames.
Exames médicos para avaliar doenças estomacais são desconfortáveis para os pacientes, para dizer o mínimo, já que as técnicas de diagnóstico mais precisas dependem de técnicas invasivas ou mesmo de pequenos procedimentos cirúrgicos.
Uma possível solução para isso emergiu com os dispositivos médicos ingeríveis, ou comprimidos eletrônicos: Um procedimento como a endoscopia é substituído por uma câmera do tamanho de uma pílula, que é ingerida e transmite dados sobre a saúde do paciente enquanto percorre todo o seu corpo.
Começou bem, mas logo se viu que a composição do corpo humano impõe mais restrições do que se previu inicialmente. Os sinais sem fio das câmeras são compostos por muitas frequências, cada uma das quais é absorvida, dispersa e distorcida de maneira diferente conforme passa por detrás dos músculos, da gordura ou dos ossos. Como resultado, os sinais chegam desalinhados ou com intensidade desigual, gerando imagens aquém do desejável.
Takumi Kobayashi e colegas da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, constataram então que era preciso otimizar a transmissão de sinal separadamente para cada frequência, o que é impraticável de se fazer usando um único comprimido eletrônico - um único transmissor.
A equipe então avançou rumo a um conceito ainda pouco desenvolvido, a chamada "rede corporal", que alguns mais visionários já visualizam como uma futura "internet do corpo".
Deu certo: Múltiplos dispositivos ingeríveis coordenam seus sinais usando comunicação de banda ultralarga (UWB), dando um salto qualitativo nos exames.
Fabricar transmissores e receptores de engolir não é problema. O difícil foi tornar a rede corporal capaz de operar por trás de todos os tecidos do corpo humano.
Fabricar transmissores e receptores de engolir não é problema. O difícil foi tornar a rede corporal capaz de operar por trás de todos os tecidos do corpo humano.
Fabricar transmissores e receptores de engolir não é problema. O difícil foi tornar a rede corporal capaz de operar por trás de todos os tecidos do corpo humano.
Internet do corpo
Em vez de tratar o sinal sem fio como um único feixe uniforme, os vários dispositivos ingeríveis são transmissores e retransmissores, cada um ajustando cada componente de frequência para que todos os sinais cheguem alinhados ao receptor externo, onde se combinam em um sinal mais forte e nítido.
"Para cada frequência, calibramos o sincronismo para que os sinais chegassem alinhados e ajustamos a intensidade para compensar qualquer perda," explicou o professor Kobayashi.
Em testes usando simulações realistas de aplicações médicas implantáveis, como a endoscopia por cápsula, os pesquisadores obtiveram resultados com uma melhoria significativa em relação às técnicas existentes, com os sinais chegando ao receptor com mais clareza e intensidade.
"Estes resultados demonstram que é possível obter comunicação sem fio simples, porém de alta qualidade, usando dispositivos médicos ingeríveis," disse o professor Daisuke Anzai. "Esperamos que isso acelere sua implementação prática e leve à sua ampla adoção, além de abrir caminho para aplicações médicas e de saúde mais avançadas."
Em vez de tratar o sinal sem fio como um único feixe uniforme, os vários dispositivos ingeríveis são transmissores e retransmissores, cada um ajustando cada componente de frequência para que todos os sinais cheguem alinhados ao receptor externo, onde se combinam em um sinal mais forte e nítido.
"Para cada frequência, calibramos o sincronismo para que os sinais chegassem alinhados e ajustamos a intensidade para compensar qualquer perda," explicou o professor Kobayashi.
Em testes usando simulações realistas de aplicações médicas implantáveis, como a endoscopia por cápsula, os pesquisadores obtiveram resultados com uma melhoria significativa em relação às técnicas existentes, com os sinais chegando ao receptor com mais clareza e intensidade.
"Estes resultados demonstram que é possível obter comunicação sem fio simples, porém de alta qualidade, usando dispositivos médicos ingeríveis," disse o professor Daisuke Anzai. "Esperamos que isso acelere sua implementação prática e leve à sua ampla adoção, além de abrir caminho para aplicações médicas e de saúde mais avançadas."
A rede corporal sem fios fica circunscrita a 10 centímetros do corpo do usuário, diminuindo as preocupações com segurança e privacidade.
[10/05/2026 11:00] Marcos Muniz tecnologia plasma: Redes corporais
As redes corporais, interligações para conectar os aparelhos e outras tecnologias de vestir, ganharam um impulso de uma área inesperada: os metamateriais, aqueles usados nas camuflagens e mantos de invisibilidade.
A eletrônica de vestir já inclui sensores, monitores de saúde e dispositivos inteligentes que tipicamente são conectados ao celular do usuário via sinais Bluetooth ou Wi-Fi. Mas, como os consumidores usam cada vez mais dispositivos portáteis, e à medida que os dados transmitidos aumentam rapidamente em sofisticação, a largura de banda logo se esgota, comprometendo o funcionamento dessas tecnologias emergentes.
Por isso, Xi Tian e colegas da Universidade de Cingapura partiram em busca de métodos de conexão mais inovadores e com maior largura de banda.
[10/05/2026 11:00] Marcos Muniz tecnologia plasma: Redes corporais
As redes corporais, interligações para conectar os aparelhos e outras tecnologias de vestir, ganharam um impulso de uma área inesperada: os metamateriais, aqueles usados nas camuflagens e mantos de invisibilidade.
A eletrônica de vestir já inclui sensores, monitores de saúde e dispositivos inteligentes que tipicamente são conectados ao celular do usuário via sinais Bluetooth ou Wi-Fi. Mas, como os consumidores usam cada vez mais dispositivos portáteis, e à medida que os dados transmitidos aumentam rapidamente em sofisticação, a largura de banda logo se esgota, comprometendo o funcionamento dessas tecnologias emergentes.
Por isso, Xi Tian e colegas da Universidade de Cingapura partiram em busca de métodos de conexão mais inovadores e com maior largura de banda.
Rede corporal sem fios
A solução que eles encontraram envolve incorporar nas roupas fibras eletricamente condutoras tecidas para formar metamateriais, ou materiais artificiais que apresentam propriedades não encontradas em materiais naturais.
Em vez de transmitir os dados para o espaço ao redor da pessoa, criando uma "rede corporal sem fios" com um alcance de vários metros, o metamaterial cria ondas de superfície, que então viajam pela superfície dos tecidos eletricamente condutores, não se afastando mais do que 10 centímetros da pessoa.
Além de reduzir as preocupações com privacidade, como os dados não se espalham pelo ambiente a tecnologia consome menos energia e ainda garante sinais 1.000 vezes mais fortes do que os melhores obtidos com a conexão sem fios.
"Esta inovação permite a perfeita transmissão de dados entre dispositivos em níveis de energia que são mil vezes menores. Ou, alternativamente, esses têxteis de metamateriais poderiam aumentar o sinal recebido em mil vezes, o que poderia fornecer taxas de dados dramaticamente mais altas para a mesma potência," detalhou o professor John Ho.
Rede sem fios com metamateriais
Na verdade, o sinal entre os dispositivos é tão forte que é possível transmitir sem fio a energia da bateria de um celular para o próprio aparelho, abrindo caminho para dispositivos portáteis sem bateria, eventualmente alimentados por nanogeradores.
Além disso, o reforço de sinal não requer alterações no celular ou em qualquer outro dispositivo Bluetooth - o metamaterial funciona com qualquer dispositivo sem fio existente na banda de frequência para a qual ele foi projetado.
"Nós começamos com um metamaterial específico, que era plano e podia suportar ondas de superfície. Tivemos que redesenhar a estrutura para que ela pudesse funcionar nas frequências usadas para Bluetooth e Wi-Fi, ter um bom desempenho mesmo quando perto do corpo humano, e que pudesse ser produzida em massa cortando folhas de tecido condutivo," disse o professor Ho.
A equipe está conversando com potenciais parceiros para comercializar a tecnologia e, no futuro próximo, irá testar os tecidos inteligentes como roupas esportivas especializadas e para o monitoramento de pacientes hospitalares.
Na verdade, o sinal entre os dispositivos é tão forte que é possível transmitir sem fio a energia da bateria de um celular para o próprio aparelho, abrindo caminho para dispositivos portáteis sem bateria, eventualmente alimentados por nanogeradores.
Além disso, o reforço de sinal não requer alterações no celular ou em qualquer outro dispositivo Bluetooth - o metamaterial funciona com qualquer dispositivo sem fio existente na banda de frequência para a qual ele foi projetado.
"Nós começamos com um metamaterial específico, que era plano e podia suportar ondas de superfície. Tivemos que redesenhar a estrutura para que ela pudesse funcionar nas frequências usadas para Bluetooth e Wi-Fi, ter um bom desempenho mesmo quando perto do corpo humano, e que pudesse ser produzida em massa cortando folhas de tecido condutivo," disse o professor Ho.
A equipe está conversando com potenciais parceiros para comercializar a tecnologia e, no futuro próximo, irá testar os tecidos inteligentes como roupas esportivas especializadas e para o monitoramento de pacientes hospitalares.