E se a humanidade tivesse uma escolha genuína?
E se a humanidade finalmente tivesse uma escolha genuína?
Não se trata de esquerda versus direita,
nem de capitalismo versus socialismo,
nem de um banco central contra outro.
É algo muito mais fundamental.
Como a humanidade deve explicar o próprio valor?
Você preferiria uma infraestrutura monetária na qual as transações pudessem ser verificadas de forma independente, em vez de apenas registradas?
Onde o livro-razão é público?
Onde as regras podem ser inspecionadas?
Onde a conciliação ocorre 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano?
Onde a matemática, a criptografia e o consenso distribuído tornam a alteração da contabilidade extraordinariamente difícil, senão impossível?
Onde diferentes nações podem manter suas próprias moedas… diferentes pessoas podem manter suas propriedades, diferentes instituições podem manter sua autonomia, e protocolos abertos simplesmente permitem que o valor flua entre elas?
Se tal infraestrutura pode ser construída, testada e ampliada, a humanidade não deveria ao menos se perguntar:
por que escolheríamos algo inferior?
E então vem a segunda pergunta, que é bem desconfortável.
Por gerações, uma enorme influência sobre dinheiro, liquidez, crédito e finanças internacionais se acumulou em torno de instituições como o Sistema da Reserva Federal, o FMI, o BIS, os bancos centrais e uma constelação de instituições governamentais, políticas, de inteligência, bancárias e não governamentais.
Independentemente do que se acredite sobre a sua necessidade histórica, perguntemo-nos:
1 – O que acontece ao poder institucional centralizado quando uma maior transparência se torna tecnologicamente possível?
3 – O que acontece quando a liquidação se torna continuamente auditável?
4 – O que acontece quando os ativos podem se mover através de fronteiras e redes por meio de protocolos abertos?
5 – O que acontece quando a interoperabilidade reduz a dependência de intermediários privilegiados?
6 – O que acontece quando a verificação criptográfica começa a substituir as garantias institucionais de:
“Confie em nós. Os livros estão certos.”
E talvez a pergunta mais reveladora de todas:
7 – Quem deveria temer um sistema assim?
O agricultor?
O trabalhador?
O poupador?
O empresário?
O pensionista?
O comerciante?
O banqueiro honesto?
O governo honesto?
A empresa honesta?
8 – Por que um administrador honesto da riqueza da humanidade temeria maior transparência, maior responsabilidade e maior verificabilidade?
9 – Uma instituição honesta não acolheria bem tecnologias capazes de comprovar a sua honestidade?
10 – Se uma instituição resistisse veementemente a uma transição para uma infraestrutura financeira genuinamente aberta e verificável de forma independente… o que exatamente ela estaria protegendo?
Seus clientes?
Estabilidade financeira?
Soberania nacional?
Sigilo legítimo?
Essas são possibilidades sérias e merecem consideração séria.
11 – Mas será que também não estaria protegendo outra coisa?
Assimetria de informação?
Rendas de intermediários?
Acesso preferencial?
Opacidade institucional?
Ou simplesmente o poder extraordinário que acompanha o fato de ser uma das poucas entidades autorizadas a ver – e influenciar – a engrenagem por trás da cortina?
Agora, faça a pergunta em escala civilizacional:
Deveria a humanidade servir ao seu sistema monetário?
Ou será que o sistema monetário deveria servir à humanidade?
Ou deveríamos projetar a balança de forma que todos possam verificar o peso?
Essa talvez seja a questão monetária que definirá nossa geração.
Em vez de:
“Em qual instituição devemos confiar?”
Mas:
“Quanta confiança a tecnologia ainda nos exige que depositemos em qualquer instituição?”
O conhecimento levanta a questão.
A compreensão examina a arquitetura.
A sabedoria segue os incentivos.
A vida se lembra a quem o sistema deveria servir.
Se uma infraestrutura aberta, descentralizada, interoperável e verificável de forma independente puder proporcionar um sistema de valor mais responsável.
