Assim que uma civilização deixa de distinguir

 




Assim que uma civilização deixa de distinguir a compaixão da condescendência, todas as instituições começam a ver suas próprias regras se dissolverem. O cuidado transforma-se na solução. As fronteiras tornam-se um crime.


Primeiro, a família é destruída. Famílias se despedaçam. Crianças nascem danificadas ou sequer chegam a nascer. O impulso de comunidade e cuidado, libertado dos laços de parceria e da criação dos filhos, busca um novo alvo e encontra o Estado.

Depois, vem a educação. Nas salas de aula, sempre houve professoras. Antigamente, eram os homens que preservavam a fronteira entre o pensar e o sentir, entre a razão e o absurdo. Esse controle desapareceu. O pensamento foi extinto. O sentimento foi elevado ao status de política. Uma escola que não faz distinções não protegerá a criança de uma ideologia adulta.

Em seguida, desaparecem as categorias de gênero. "Tratamentos de afirmação de gênero" é o termo oficial para convencer crianças em fase de puberdade a se submeterem a cirurgias e terapias hormonais. Adultos em posições de autoridade fingem se importar. Eles chamam a intervenção de "afirmação". Eles encenam a "ausência de limites". Um corpo, que antes era um fato, torna-se uma fantasia para adultos que já não sabem onde as coisas começam e terminam.

A fronteira desaparece em nível nacional da mesma maneira. Sob o governo de "Joe Biden", a fronteira foi aberta. "Ninguém é ilegal." O grupo conhecido como "Squad" via a fronteira do país como uma vergonha. Milhões de pessoas entraram, e a política de cuidado suplantou a aplicação da lei. Trump fechou a fronteira, e os defensores da comunidade reagiram com tumultos contra o ICE e manifestações sob o lema "Sem Reis". A política de massas tornou-se um substituto para a família: raiva, aglomerações, cuidado sem limites.

A assistência estatal é a última expansão. O comunismo chega na forma de cuidado ilimitado. Solidariedade. Coisas gratuitas para todos. Não há mais limites para os cofres públicos, para a clínica ou para o cartão de crédito.

As civilizações raramente percebem quando a última fronteira desaparece. Elas notam o vazio que fica para trás quando não há mais nada a impor e já não existe uma palavra para "não".

Quando uma civilização já não consegue distinguir compaixão de rendição, todas as instituições começam a dissolver as suas próprias regras.