A Grande Manipulação Monetária do BIS

 

A Grande Manipulação Monetária do BIS



Leia esta frase com muita atenção: “O Banco de Compensações Internacionais afirma que as stablecoins não são confiáveis ​​para pagamentos em larga escala, e seu diretor-geral defende depósitos bancários tokenizados em vez disso.”

Agora, vamos deixar de lado o jargão financeiro.

Ambos os sistemas tokenizam o valor.

Ambos podem usar trilhos digitais programáveis.

Ambos exigem regras, reservas, governança e operadores confiáveis.

Qual é, então, a diferença fundamental?

Quem emite a declaração de crédito com características monetárias – e quem permanece no centro do sistema?

Uma stablecoin soberana devidamente regulamentada pode representar dinheiro emitido ou autorizado pelas leis de uma nação específica, cujas instituições governamentais, em última instância, respondem aos processos constitucionais e políticos dessa nação.

Um depósito bancário comercial tokenizado é algo muito diferente.

Continua sendo um passivo de um banco comercial.

E a arquitetura preferida do BIS mantém esses passivos dos bancos comerciais atrelados ao dinheiro do banco central dentro do sistema bancário de dois níveis existente.

Isso não é especulação.

É assim que a própria BIS o descreve.

Portanto, quando o BIS declara que as stablecoins não são atualmente “credíveis” para pagamentos em larga escala, ao mesmo tempo que recomenda depósitos bancários tokenizados, o público deveria fazer uma pergunta muito melhor:

Credível segundo quem – e credível para qual arquitetura?

Porque o BIS não está rejeitando a tokenização.

Está defendendo a tokenização.

O BIS não está rejeitando dinheiro programável.

Está desenvolvendo infraestrutura monetária programável.

O BIS não está rejeitando a resolução de problemas atômicos 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O Projeto Agorá, desenvolvido pela própria empresa, está testando exatamente isso.

O que a BIS prefere veementemente é uma arquitetura institucional específica:

Dinheiro do banco central

Dinheiro dos bancos comerciais

Depósitos tokenizados de bancos comerciais

O público

Essa distinção muda toda a conversa.

O verdadeiro debate não é:


DINHEIRO DIGITAL versus DINHEIRO BANCÁRIO.

A questão que se coloca cada vez mais é:

QUEM TEM O DIREITO DE EMITIR DINHEIRO DIGITAL?

QUEM DEFINE AS SUAS REGRAS?

Quem lucra com sua circulação?

QUEM CONTROLA O ACESSO?

QUEM FORNECE O ATIVO PARA O ACORDO FINAL?

E a quem esses tomadores de decisão devem prestar contas?

Essa é a questão monetária da era digital.

Uma nação soberana pode decidir que stablecoins devidamente reservadas, transparentes e regulamentadas legalmente servem melhor aos seus cidadãos.

O BIS pode acreditar que os depósitos tokenizados de bancos comerciais, ancorados na moeda do banco central, proporcionam maior estabilidade, singularidade e integridade financeira.

Multar.

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Mas não deixe que a linguagem enganosa do BIS obscureça a escolha.

Chamar um sistema de “depósitos tokenizados” e o outro de “stablecoins” pode dar a impressão de ser uma divergência técnica entre instrumentos financeiros.

É muito maior.

Trata-se de um debate sobre a própria arquitetura do dinheiro:

1 – A tokenização descentraliza a escolha monetária e amplia a concorrência? ou,

2 – Será que a humanidade simplesmente digitaliza a hierarquia existente – e chama a antiga ordem monetária dos bancos centrais de “inovação”?