Prolotário: o boato do adiamento de 2027

 

Prolotário: o boato do adiamento de 2027


O RUMOR DO ADIAMENTO PARA 2027 — CONTRAPROPAGINA OU OBSTÁCULO REAL?

O rumor que circula de que o Iraque pretende adiar a eliminação dos três zeros até 2027 vem de duas fontes distintas:

Canal A: Mídia financeira dos países do Golfo, especificamente veículos com ligações editoriais com os interesses bancários do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. Esses veículos se beneficiam da desvalorização do IQD porque seus fundos soberanos mantêm posições vendidas no IQD por meio de derivativos. Cada mês de atraso representa milhões em lucros de carry trade para Doha e Abu Dhabi.

Gasoduto B: Resistência interna iraquiana real. Uma facção dentro do conselho consultivo sênior do Banco Central do Iraque, ligada às redes criminosas do governo Al-Maliki anterior, está pressionando por um adiamento porque a redenominização elimina o último mecanismo que eles têm para desviar a receita do petróleo por meio da arbitragem cambial. Remova três zeros e suas operações de câmbio no mercado negro entrarão em colapso da noite para o dia.

A posição dos EUA é inequívoca. O prazo de 30 de setembro de 2026 para a retirada das tropas não é um gesto de boa vontade, mas sim uma forma de pressão. A mensagem transmitida por canais diplomáticos informais é direta: ou o prazo de retirada é respeitado, ou a proteção militar é suspensa. As forças armadas iraquianas não conseguem, por si só, garantir a segurança de suas fronteiras contra uma incursão da Força Quds iraniana. O Ministério da Defesa em Bagdá sabe disso. O Departamento do Tesouro dos EUA sabe disso. Os estrategistas da Operação White Hat sabem disso.

A data de 2027 é uma ilusão criada para gerar cansaço entre os especuladores cambiais, que então venderão suas posições com prejuízo antes que o evento de fato ocorra.