🧬 📟A DARPA admite ter desenvolvido um sistema controlado remotamente para hackear o corpo humano: "Seu corpo agora é um software."
A DARPA admite ter desenvolvido um sistema controlado remotamente para hackear o corpo humano: "Seu corpo agora é um software."
A agência de pesquisa do Pentágono está financiando uma tecnologia que permitiria aos militares controlar as funções mais básicas do corpo humano em tempo real. Documentos internos revelam que a agência planeja manter os detalhes em segredo, enquanto simultaneamente vende o acesso à tecnologia para grandes empresas farmacêuticas.
No início deste mês, a DARPA publicou uma chamada de propostas para um programa chamado PENG (Engenharia de Proteínas). O objetivo é desenvolver um sistema universal que utilize inteligência artificial e biologia sintética para reescrever fisicamente múltiplas proteínas simultaneamente em organismos vivos. Não apenas uma proteína. Não uma após a outra. Múltiplas proteínas. Ao mesmo tempo.
A DARPA almeja o que eles chamam de "controle ajustável, reversível e dependente do contexto sobre as funções fisiológicas". Em termos simples, isso significa que eles querem ser capazes de aumentar ou diminuir a atividade dos sistemas corporais como um controle de volume.
Por que isso é mais perigoso do que o CRISPR?
Você provavelmente já ouviu falar do CRISPR. Ele altera o DNA. Permanentemente. De forma hereditária. Seus netos carregariam as alterações. O PENG é diferente e, segundo especialistas em biossegurança, potencialmente mais perigoso. Em vez de alterar as instruções genéticas, o PENG interfere diretamente com proteínas que já estão ativas no seu corpo.
Imagine assim: a CRISPR reescreve as plantas, enquanto a PENG altera as instruções dadas aos operários da construção civil durante a edificação de uma casa. A DARPA reconhece que isso lhes confere um "controle preciso, não permanente e não hereditário". Em outras palavras: eles podem alterar o funcionamento do seu corpo em tempo real, sem deixar vestígios.
AS TRÊS TECNOLOGIAS SE COMBINAM PARA FORMAR UM SÓ SISTEMA
A DARPA quer que os contratados combinem três tecnologias em uma única plataforma.
O primeiro método é o direcionamento programável. Isso envolve o uso de agentes de ligação com inteligência artificial que podem acoplar mecanismos de processamento a praticamente qualquer proteína do corpo. Não a proteínas específicas, mas a qualquer proteína.
A segunda é a química generalizável, que significa não apenas soluções pontuais, mas mecanismos universais. Uma vez desenvolvidos, esses mecanismos podem ser aplicados a praticamente qualquer coisa.
O terceiro método é a multiplexação, que possibilita fazer diversas alterações em diferentes proteínas simultaneamente, enquanto o corpo ainda está vivo.
O sistema foi projetado para ser "independente de objetivos". Isso significa que não se trata de uma intervenção pontual, mas sim de uma plataforma reutilizável que pode ser reprogramada para diferentes objetivos. Quem controla essa plataforma controla não apenas uma única modificação biológica, mas a capacidade de criar qualquer modificação biológica.
O QUE A DARPA ESTÁ DIZENDO AO PÚBLICO
Segundo a DARPA, o PENG tem "fins terapêuticos". O objetivo é mitigar as respostas fisiológicas ao "estresse celular agudo, toxicidade, lesão ou patogênese". A agência descreve o programa como um meio de defesa contra ameaças biológicas.
Diz-se que a inteligência artificial e a biologia sintética finalmente tornaram isso possível. Os modelos de IA estrutural agora podem projetar mecanismos de processamento com precisão quase atômica.
Os avanços na biologia sintética produziram "interceptores programáveis" e outras ferramentas capazes de interceptar proteínas antes que elas se dobrem.
Segundo a DARPA, a conclusão bem-sucedida do programa transformará a bioquímica em uma disciplina de engenharia reprogramável, permitindo o controle programável dos componentes funcionais da vida.
SEU CONSENTIMENTO NÃO É NECESSÁRIO
Se a tecnologia derivada do PENG um dia chegar aos humanos e a DARPA definir explicitamente terapias futuras como um objetivo, como seria o consentimento informado significativo?
O paciente saberia quais proteínas foram de fato alteradas, quantas proteínas foram modificadas, quais efeitos colaterais poderiam ocorrer, quanto tempo as alterações durariam ou quais consequências poderiam surgir? Seria possível gerar biomarcadores favoráveis sem alcançar os benefícios para a saúde que supostamente justificariam a intervenção?
Imagine que um tratamento para baixar o colesterol seja aprovado. Ele realmente reduz o colesterol. Mas também altera silenciosamente algo mais, algo para o qual o paciente nunca deu seu consentimento, porque nunca soube que estava acontecendo.
Quem se beneficia e quem sabe disso?
A DARPA exige que os patrocinadores de projetos considerem a comercialização, incluindo modelos de negócios, propriedade intelectual, licenciamento, mercados, clientes e parcerias. Quem se beneficia? O Pentágono? Empresas contratadas pela Defesa? Empresas farmacêuticas? Outros licenciados comerciais?
E aqui está o ponto crucial: a DARPA afirma que alguns resultados de pesquisa do PENG podem revelar capacidades "únicas e críticas para a defesa" e prevê restrições, segundo as quais a divulgação de certas informações ou resultados poderá exigir a aprovação da DARPA.
Portanto, o público pode nunca vir a saber do que o sistema é realmente capaz, o que deu errado durante os testes, quais são os riscos reais ou quem tem acesso à tecnologia.
O QUE OS PRÓPRIOS DOCUMENTOS DA DARPA REVELAM
Eis o que a DARPA realmente escreveu na chamada de propostas: “O controle preciso do proteoma transformará a bioquímica em uma disciplina de engenharia reprogramável, permitindo o direcionamento programável dos blocos funcionais da vida.”
Eles não fazem segredo de suas ambições. Declaram abertamente que querem transformar os elementos básicos da vida em algo que possam reprogramar.
Eles também escreveram: “A conclusão bem-sucedida deste programa criará uma nova base para ferramentas de pesquisa avançadas para investigação biológica e acelerará o desenvolvimento de terapias adaptáveis e baseadas em mecanismos.”
"Interrogatório biológico" é uma escolha de palavras fascinante. Interrogatório não é uma conversa. É a extração de informações sob pressão.
O VERDADEIRAMENTE SUBORDINÁRIO
A DARPA não está desenvolvendo mais um medicamento, uma ferramenta de edição genética ou um modelo de IA. Ela está tentando criar uma interface universal para o controle biológico programável: uma máquina controlada por software capaz de reescrever fisicamente proteínas em sistemas vivos, modificando múltiplas estruturas-alvo simultaneamente e alterando funções fisiológicas em tempo real.
A questão não é se a DARPA conseguirá reprogramar os "blocos funcionais da vida". A questão é se o público terá acesso às informações necessárias, à supervisão independente e à liberdade para responsabilizar aqueles que, em última instância, controlam o sistema.
Isso não é ficção científica. Está acontecendo agora. A DARPA publicou a chamada de propostas em agosto de 2026. O público deve exigir respostas para essas perguntas.
Por que o Pentágono está desenvolvendo essa tecnologia e não instituições de pesquisa civis? Quem controla a tecnologia depois que os contratados da DARPA a desenvolvem? Quais são as salvaguardas contra o uso indevido e quem as aplica?
Que informações são classificadas como secretas e por quê? Quem se beneficia de tecnologias que podem influenciar a biologia humana?
Que mecanismos independentes de supervisão existem para verificar as alegações relativas à segurança e eficácia? Como o público pode ter confiança de que o termo "terapêutico" não será redefinido para abranger outros fins?
A pergunta que a DARPA não responde.
O edital de licitação da PENG não estipula que haverá uso indevido. No entanto, a supervisão responsável de tecnologias tão importantes não pode se limitar aos propósitos positivos alegados pela instituição que pretende desenvolvê-las.
É preciso questionar o que essa capacidade possibilitaria, caso funcione, e se as salvaguardas, a transparência e a responsabilidade pública proporcionadas pela DARPA são compatíveis com o poder que ela busca criar.
Quem monitora os monitores? Quem controla os controladores? E o que acontece quando os desenvolvedores da máquina para controlar a biologia decidem que não querem mais ninguém vigiando seu trabalho?