🧪Empresa de biotecnologia financiada por bilionários revela: clonagem de humanos sem cérebro e venda de órgãos no mercado negro.
Empresa de biotecnologia financiada por bilionários revela: clonagem de humanos sem cérebro e venda de órgãos no mercado negro.
Uma startup de biotecnologia do Vale do Silício, ligada a um grupo de bilionários, anunciou planos para cultivar corpos humanos sem cérebro – os chamados “bolsas de órgãos” – para experimentos médicos e coleta de órgãos, admitindo também que a empresa é um “ativo do Estado”.
Posteriormente, a empresa R3 Bio tentou impedir a publicação da entrevista, devido às críticas de que o esforço do Vale do Silício para manipular a vida humana estava rapidamente se transformando em algo semelhante a um jogo de Deus.
A controvérsia surgiu depois que Alice Gilman, cofundadora e CEO da R3 Bio, explicou o conceito em uma entrevista para um podcast. A ideia, segundo Gilman, era criar corpos contendo coração, pulmões e outros órgãos, mas sem o desenvolvimento cerebral necessário para a consciência.
"Basicamente, consiste no coração, pulmões e tudo o mais que você encontraria em um corpo", explicou Gilman. "Mas, tecnicamente, não está vivo porque é composto inteiramente de órgãos."
A empresa argumenta que essa tecnologia poderá um dia resolver a escassez de órgãos e substituir os testes em animais. Os críticos a veem como algo bem diferente: a produção industrial de corpos humanos projetados para serem usados e depois descartados.
Um dos fatores que contribuiu para a controvérsia foi que, segundo os produtores do podcast, Gilman tentou posteriormente adiar a divulgação da entrevista e se referiu à R3 Bio como uma "empresa estatal", sem explicar em detalhes em que a empresa estava trabalhando.
Em seguida, veio talvez o comentário mais perturbador de todos.
“Só porque não falamos sobre muitas coisas não significa que elas não aconteçam”, disse Gilman.
Essa declaração apenas intensificou as dúvidas sobre o que acontece a portas fechadas nos laboratórios de biotecnologia de ponta.
No entanto, a R3 Bio não é uma empresa isolada à margem da ciência. Ela surge de um movimento em rápido crescimento no Vale do Silício que encara o envelhecimento, e até mesmo o próprio corpo humano, como desafios tecnológicos a serem resolvidos.
Entre os investidores da empresa está o bilionário capitalista de risco Tim Draper, cujo portfólio está repleto de tecnologias inovadoras que podem revolucionar setores inteiros.
A R3 Bio também conta com o apoio de empresas de investimento especializadas em longevidade, que acreditam na possibilidade de uma reformulação fundamental da biologia humana.
Essa filosofia está ganhando popularidade entre algumas das pessoas mais ricas do setor de tecnologia em todo o mundo.
Peter Thiel financia há muito tempo pesquisas sobre o antienvelhecimento e acredita que devemos lutar contra a morte em vez de aceitá-la.
Jeff Bezos investiu pesadamente na Alto's Labs, uma empresa que busca reverter o envelhecimento celular. O fundador da Oracle, Larry Ellison, investiu centenas de milhões de dólares em pesquisas sobre longevidade, enquanto o CEO da OpenAI, Sam Altman, investiu em startups focadas em prolongar a expectativa de vida.
Não existe absolutamente nenhuma evidência de que qualquer um desses bilionários esteja ligado à R3 Bio.
A startup opera claramente no mesmo ambiente intelectual.
O denominador comum desse movimento é a crença de que o corpo humano é, em última análise, uma máquina – uma máquina que pode ser reparada, atualizada, redesenhada e talvez um dia completamente substituída.
Dessa perspectiva, a ideia de cultivar "corpos sem cabeça" para a colheita de órgãos não é uma anomalia bizarra. Pelo contrário, poderia ser o próximo passo lógico em uma visão de mundo que considera cada vez mais a biologia como uma tecnologia programável.
A R3 Bio negou produzir clones humanos ou humanos com danos cerebrais intencionais, e a empresa afirma que não tem nenhum trabalho em andamento para produzir órgãos humanos completos.
No entanto, o debate em torno da startup levantou uma questão que até recentemente pertencia à ficção distópica:
Se os cientistas conseguem criar corpos humanos sem consciência, quem decide onde fica o limite ético?
Durante décadas, o Vale do Silício prometeu revolucionar os transportes, as comunicações e as finanças. Agora, alguns de seus investidores mais ricos estão voltando sua atenção para o próprio corpo humano.
A questão que a sociedade se coloca já não é se a biotecnologia irá mudar a medicina.
A questão é se um pequeno grupo de bilionários, investidores de capital de risco e empreendedores de biotecnologia deveria ter o poder de decidir até que ponto a humanidade irá na reformulação da vida humana – e se, em sua busca para vencer a morte, eles começaram a brincar de Deus.
